sexta-feira, 21 de setembro de 2007

O FIM DE UMA ERA


José Mourinho desembarcou em Londres para a temporada 2004/05 com o status de melhor treinador do planeta, após a conquista da UCL pelo Porto, e com carta branca do bilionário russo, dono do Chelsea, para trabalhar à sua maneira e com dinheiro para gastar.

O português investiu bem e levou a equipe ao bicampeonato da Premier League e outras conquistas nacionais. Com isso, o nome deste antes modesto clube londrino ganhou o mundo e torcedores ao redor do globo. Mas para Abramovich isso não bastava. Faltava a conquista continental, que não veio. Por conta disso, ele reduziu o poder de Mourinho ao longo do tempo, mesmo com números impressionantes: Em 185 jogos, 124 vitórias, 40 empates e apenas 21 derrotas. E ainda o recorde de 60 partidas de invencibilidade na Liga Inglesa jogando no Stamford Bridge.

Mourinho pode não ser a humildade ou a simpatia em pessoa. Mas sua competência e visão de jogo são inquestionáveis. Algumas contusões e outros problemas, como a inadaptação de Schevchenko e Ballack ao velocíssimo futebol inglês, contribuíram para a "frustrante" temporada 2006/2007. Mas ainda assim a equipe inglesa chegou à segunda colocação na EPL atrás apenas de um fantástico Manchester United, venceu as outras duas Copas do país e foi eliminado nos pênaltis pelo Liverpool - um gigante inglês e europeu - na UCL. Qualquer outro dirigente daria um braço por uma campanha deste nível. Mas não era suficiente para o abastado e megalomaníaco Abramovich.

Com o início hesitante de temporada e a estréia ruim na Liga dos Campeões (1X1 contra o Rosemborg), a situação ficou insustentável e Mourinho vai respirar outros ares. Rumores sobre o seu destino não faltam. O mais forte é de sua ida para a Seleção Portuguesa, no lugar do desgastado Felipão. Em seu lugar no Chelsea, várias especulações: Spaletti da Roma e Juande Ramos do Sevilla são os nomes mais comentados. Mas pode pintar até Guus Hiddink ou Fabio Capello.

A única certeza é que o competentíssimo treinador português, onde estiver, será sempre uma referência em termos de comando, organização e liderança. Porque o talento vence em qualquer lugar. E isto não falta ao temperamental e egocêntrico José Mourinho.

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