quarta-feira, 3 de outubro de 2007

Doze motivos que podem levar o Timão a cair

Estava focado nas últimas semanas nas disputas envolvendo os times históricos palmeirenses a partir dos anos 80, mas, diante tal crise no Parque São Jorge, preferi dar uma pausa no tema alviverde (volto depois de quarta-feira). Assisti ao jogo entre Corinthians e Sport, no Pacaembu. Fiquei perplexo. A conclusão que se chega é que a promoção “Torcer faz bem” não serve para a Fiel. Torcer por um time tão fraco, sem brio, sem qualidade, sem entusiasmo, faz mal, muito mal. Na saída do estádio, um torcedor acertou em cheio quando falou: “Era melhor ter comido as bolachas do que trocá-las pelo ingresso de hoje”. Estava certo. O Corinthians é um verdadeiro cipoal dentro de campo. Desorganizado, sem qualidade, o time reflete exatamente o melancólico momento político. Por sentir de perto a impaciência da torcida, “elegi” 12 fatores (12 que é o número do torcedor) que podem contribuir muito para o rebaixamento do Corinthians para a Série B.

1) O técnico Nelsinho Baptista sempre gostou de “encostar” alguma estrela. Ameaçou tirar Vampeta do time titular (e tirou!). Ele já fez um dia isso com Evair (92), Neto (97) e Túlio (97). Só que aqueles times (do Palmeiras e do Corinthians) não brigavam para sair de zona do rebaixamento. Acho que é bom o treinador mudar algumas atitudes. O momento não é de mais turbulências. É bom adotar o estilo apaziguador.

2) Rosinei, Gustavo Nery, Fábio Ferreira e Ricardinho habitam mais o departamento médico do que os gramados. Em minha opinião, seriam jogadores úteis para tirar o time da lama, mas não estão jogando. Em seus lugares entram Moradei, Bruno Octávio, Fábio Braz e o novato Everton Ribeiro, que foi até bem contra o Sport, mas pode ser “queimado” a qualquer momento.

3) Abrir os portões do Parque São Jorge para os torcedores é democrático, mas não sei se é uma boa idéia neste momento. Os jogadores precisam ter tranquilidade. Pressionados, eles podem render ainda menos (se é que isso é possível).

4) Nenhuma “celebridade corintiana” parece estar preocupada com o momento que o time de futebol vive. Acho que é preciso limpar o clube no campo político, mas antes é necessário dar respaldo aos jogadores.

5) Um dirigente não pode falar que um jogador como Rosinei já está fora dos planos. Ainda mais porque no elenco estão Bruno Octavio, Moradei, Carlos Alberto...

6) Clodoaldo tropeça na bola durante o segundo tempo contra o Sport. E, naquele momento, a Fiel torcida deve ter pensado que Kel (aquele irmão de Zó que perdia pênaltis), Alex Rossi, Alcindo, o africano Mark Frank Williams e o uruguaio Santiago "El Tanque" Silva foram injustiçados no Parque.

7) O “capitão” Betão até que tem categoria diante dos microfones. Ele é ótimo no discurso. Mas e a bola?

8) O que esperamos de atacantes? Gols. Everton Santos, que fez tanto charme para assinar com o Corinthians _dizia ter propostas do Internacional, do Palmeiras e de não sei mais quem_ só fez um gol no campeonato. Muito pouco.

9) Bruno Octavio já é questionado como volante. Tudo bem, ele foi campeão (coadjuvante) naquele time de 2005, mas vê-lo cobrando faltas já é demais, não é? E olha que o Corinthians já teve Cláudio, Rivellino, Zenon, João Paulo, Marcelinho Carioca e Neto, mestres nas bolas paradas.

10) Por falar em Rivellino, Zenon e Neto, falta um camisa 10 no Corinthians. Willian era um jogador diferenciado, ousado, com toque refinado. A saída dele foi muito sentida. E os reforços que chegaram não são do mesmo nível.

11) O Corinthians tem 10 jogos pela frente, sendo que nenhum deles é contra o frágil América de Natal (seria tão frágil assim?). O Timão só tem “pedreira”. A esperança é torcer contra os atléticos e contra o Paraná.

12) Um dirigente jamais pode falar que a camisa corintiana é capaz de jogar sozinha. A camisa alvinegra tem peso. Lógico! Mas fazendo uma declaração dessa, o "cartola" desmerece os atuais jogadores. A camisa corintiana pode até jogar sozinha, mas não na Série A.

Nenhum comentário: