Ronaldinho, Messi, Rafa Márquez e Giovani. Esses quatro jogadores foram poupados dos treinos do Barcelona na última sexta, após o retorno da semana com as seleções nacionais. Uma coisa em comum para os quatro jogadores: todos fizeram grandes viagens para defender seus países em amistosos fora da Europa. O brasileiro Ronaldinho e os mexicanos Rafa Márquez e Giovani deram uma passada nos Estados Unidos, que nem é uma viagem tão longa a partir da Espanha. Mas a Argentina abusou e fez seus jogadores atravessarem o mundo para jogar na Austrália. Por isso, Messi nem jogou contra o Osasuna no domingo.
Joan Laporta não aceitou a situação e começou a reclamar. O presidente blaugrana anunciou que o Barça não liberará mais seus jogadores para amistosos, a não ser que as federações nacionais paguem para ficar com os atletas por uma semana. Rijkaard apoiou a decisão de seu chefe. Claro, tudo da boca para fora, pois não há sinais reais de que algo tão radical será feito.
Na realidade, Laporta não disse nenhuma novidade. Exigir uma contrapartida financeira para a liberação de jogadores para as seleções é uma antiga reivindicação do G-14, grupo dos 18 dos maiores clubes europeus. Os clubes alegam que pagam salários e eventuais tratamentos médicos para seus atletas e as federações lucram com jogos de seleções sem ter despesa alguma. O assunto é intermitente, reaparecendo sempre que um jogador volta de sua seleção com alguma contusão.
A sensação é que o Barcelona apenas jogou o assunto no ar, mas deve esperar para tomar reais atitudes. O máximo que está ao alcance é fazer valer o acordo entre Fifa e clubes europeus que os jogadores só devem ser liberados para amistosos realizados na Europa. Assim, o próprio presidente do clube pode sustentar sua posição em favor da seleção catalã sem criar uma gafe.
Para o clube receber contrapartida financeira pelo “empréstimo” de seus atletas é preciso uma negociação muito mais avançada do que a já existente. Não é a vontade de uma equipe que mudará o cenário. Primeiro, é preciso que a Justiça européia tome uma decisão sobre processos dessa natureza que já estão em andamento.
Dependendo da decisão (o mais provável é que os clubes ganhariam), a Fifa, Uefa e outras confederações continentais seriam forçadas a repartir o dinheiro das competições internacionais que organizam. O passo seguinte seria negociar um modelo para calcular as cotas de cada um. Ou seja, ainda há muita coisa para acontecer. Enquanto isso, o Barcelona será obrigado, pelas determinações da Fifa, a liberar seus jogadores para eliminatórias da Copa e amistosos realizados na Europa.
Lucro milionário. Será?
O Real Madrid voltou a jogar um futebol bonito e vencedor condizente com sua tradição. Mas isso não muda o fato de que o clube continua sendo um grande negócio. Nesta semana, a diretoria apresentou o balanço da temporada 2006/7 e encheu-se de satisfação ao anunciar um lucro de € 43 milhões e faturamento foi de € 351 milhões no período.
Os números impressionam e agradaram aos torcedores. Na assembléia em que os números foram apresentados, 75,35% dos sócios aprovaram as contas e 74,37% deram sinal verde para a proposta de orçamento da temporada 2007/8. Apenas 15,01% reprovaram o balanço da temporada passada e 16,71% deram um “não” ao orçamento para os próximos 12 meses. O clube admitiu que ainda tem € 260 milhões de dívidas, mas a tendência seria de salda-la em dois anos se a eficiência financeira se mantiver.
Tudo parece muito bom, mas há quem não concorde. O Plataforma Blanca, grupo de oposição ao presidente Ramón Calderón, acusa o dirigente de maquiagem contábil. Eugénio Martínez, líder do Plataforma, afirma que não contou € 86,7 milhões de amortizações antecipadas entre os débitos, transformando € 43 milhões de prejuízo em € 43 milhões de lucro. Para reforçar sua sensação de que nem tudo vai tão bem, Martínez ainda lembra que Emerson foi contratado por € 11 milhões da Juventus e vendido ao Milan por € 5 milhões.
Independentemente de quem tenha razão (cada grupo é suspeito devido a seus interesses políticos), o que o torcedor do Real se preocupa mesmo é de que modo um início de disputa política pode atrapalhar. Em princípio, parece que há motivos para otimismo. Os resultados em campo estão vindo e os cerca de 75% de aprovação das contas reforçam a posição de Calderón..
CURTAS.
- A boa atuação de Diego em Real Madrid 2x1 Werder Bremen já motivou a imprensa espanhola a especular sobre a ida do brasileiro ao clube merengue..
- A torcida do Valencia pediu a demissão do técnico Quique Sánchez Flores durante a partida contra o Valladolid. O s ches venceram por 2 a 1 com o gol salvador de David Silva nos minutos finais..
- Veja a seleção Planeta Bola da 3ª rodada do Campeonato Espanhol: Abbondanzieri (Getafe); Daniel Alves (Sevilla), Josetxo (Osasuna), Cygan (Villarreal) e Manuel Pablo (Deportivo de La Coruña); Guti (Real Madrid), Corona (Almería), Susaeta (Athletic de Bilbao) e Sneijder (Real Madrid); Kanouté (Sevilla) e Uche (Almería)
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